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Ambientoterapia: Realizando um projeto terapêutico | Vídeo

Notícias 02/12/2017
Ambientoterapia: Realizando um projeto terapêutico

A Holiste comemora um ano de consolidação do seu projeto terapêutico em sua nova casa.

Inaugurada em dezembro de 2016, a nova sede da Holiste Psiquiatria traz uma estrutura pensada em cada detalhe para receber e acolher pacientes e seus familiares.  Um ambiente com conforto e segurança, projetado para promover a convivência e o diálogo.

Oferecendo o mais completo serviço de saúde mental do norte-nordeste, com diversas modalidades de tratamentos e consultas ambulatoriais, além de uma das estruturas mais modernas de internação psiquiátrica do Brasil.

SAIBA MAIS SOBRE A ESTRUTURA DA HOLISTE PSIQUIATRIA

O projeto reflete o conceito da ambientoterapia, um método de atendimento baseado na construção e manutenção de um ambiente terapêutico. Esta técnica fundamenta-se nos princípios da terapia psicodinâmica, da socioterapia e da psicologia institucional, objetivando a abordagem do doente mental a partir das relações interpessoais na vivência institucional,  da criação de vínculos conscientes, autocríticos e integradores em suas relações sociais.

 

ASSISTA AO VÍDEO: AMBIENTOTERAPIA: REALIZANDO UM PROJETO TERAPÊUTICO

SAIBA MAIS SOBRE AMBIENTOTERAPIA

 

AMBIENTOTERAPIA E A INTERNAÇÃO PSIQUIÁTRICA

A internação psiquiátrica é um instrumento de contenção de diversos comportamentos de risco, tendo como objetivo principal proteger o paciente e viabilizar a realização do tratamento, para, assim, devolver a sua autonomia.

Os antigos manicômios tinham um caráter asilar e excludente, que mantinham centenas de doentes mentais segregados em espaços precários.  No contexto da medicina moderna, os hospitais psiquiátricos mudaram de forma e de função. Hoje, são clínicas que oferecem menos leitos, com uma proposta terapêutica e reintegradora, com o objetivo de oferecer aos pacientes e suas famílias todos os recursos da moderna terapêutica psiquiátrica.

“Nossa meta foi construir um lugar de acolhimento de pessoas, sobretudo, de pessoas que estão sofrendo. Nós fizemos um lugar bonito e agradável.  Mas não tínhamos em nenhum momento a meta de fazer um lugar luxuoso ou fútil.  Procuramos fazer algo de qualidade, pois para nós, isso é respeito ao paciente, pois o doente mental, muitas vezes é tratado com muito desprestígio, como alguém sem importância.

As cores, as divisões dos espaços, a piscina, a academia, a quadra, não são algo fútil ou para transformar em um mero resort.  Tudo isso são espaços de convivência, planejados para que nossa equipe possa interagir com o paciente”, explica Luiz Fernando Pedroso, psiquiatra e diretor clínico da Holiste.

 

UM LUGAR DE CONVERSA E ACOLHIMENTO

Todos os detalhes da nova sede foram idealizados com objetivo transmitir confiança e segurança para as pessoas que lidam com os transtornos mentais.  A começar pelos consultórios, que não trazem características de atendimento médico tradicional.

“Nossos consultórios são lugares de conversa, um espaço onde vamos, sobretudo, olhar nosso paciente, interagir e conversar sobre ele.  Vai medicar também, mas isso é outra coisa. Psiquiatria não é clínica médica adaptada, é outra linguagem, e nosso projeto foi concebido nessa linguagem.  Não foi adaptado”, acrescente Dr. Luiz Fernando Pedroso.

ASSISTÊNCIA MULTIDISCIPLINAR E INTEGRADA

Nosso corpo técnico é formado por especialistas de diversos segmentos da saúde mental, que trabalham de forma conjunta para a construção de um tratamento completo e integrado. A abordagem multidisciplinar do transtorno mental é um dos diferenciais do trabalho que realizamos. Seja na Internação, na Residência Terapêutica, no Hospital Dia, no Ambulatório ou nos Atendimentos Domiciliares, o trabalho em equipe traz ganhos expressivos ao tratamento, potencializando a recuperação e a reinserção social dos nossos pacientes.

“Nossa referência não é uma determinada linha terapêutica, nosso referencial é o nosso paciente e sua necessidade.  A partir de sua necessidade é que vamos ver qual abordagem vamos priorizar, que linha de trabalho será desenvolvida.  E esse trabalho é discutido com nossos colegas”, acrescenta o psiquiatra.

RESGATE DA CIDADANIA

A grande maioria das pessoas com transtorno mental realizam seu tratamento em ambulatório, apenas uma pequena parcela necessitará da internação psiquiátrica em algum momento de suas vidas.  Porém, o objetivo da internação é sempre proteger o paciente e seus familiares, colocá-lo sob os cuidados intensivos demandados pela sua doença. Não se trata de um procedimento que visa segregá-lo ou causar um trauma, ao contrário, a internação é um instrumento que busca resgatar a liberdade psíquica do paciente.

“A gente sabe que a internação tem tudo para ser traumática, até certo  ponto, algum trauma pode ser inevitável, mas o trauma faz parte da vida e inclusive da psicoeducação, mas ele tem que ser trabalhado, minimizado, explicado ao paciente.

O nosso trabalho é libertador, nós vamos resgatar a liberdade do paciente, devolver a ele o discernimento da sua realidade, de sua própria condição, para que ele possa realizar plenamente seu processo de livre escolha, de decidir a sua vida.  É um resgate de sua cidadania, porque uma pessoa que está sobre o domínio de uma doença não tem liberdade, a doença escolhe por ele, ela fala por ele.  E se a gente tiver receio de intervir, a gente não está respeitando o doente, a gente estará concedendo a doença, que é diferente”, finaliza Luiz Fernando Pedroso.

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