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Você conhece o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual?

Notícias 12/02/2019

A psicóloga Raíssa Silveira foi a convidada do programa Conexão Bahia da rádio Sociedade para falar sobre a TPM e seus reflexos no emocional da mulheres.

Na oportunidade, ela falou também sobre a importância de não banalizar o quadro, ficando alerta aos sintomas para identificar os casos graves, como o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual, em que é necessário o acompanhamento psicológico.

Raíssa acredita que essa banalização se deve muito ao fato de os homens não vivenciarem esse período e desacreditarem das mudanças e alterações que ocorrem nesta fase. “As mulheres por sua vez exigem uma compreensão por parte dos homens, mas que não é possível, pois eles não passaram por isso. Esse conflito acaba abrindo espaço para o “deboche”, além das insinuações por parte dos homens de que as mulheres se aproveitam deste período para obter ganhos secundários”, complementa.

 

Ouça a entrevista completa

 

TPM versus TDPM

Muito mais comum, a Tensão Pré-Menstrual (TPM) atinge cerca de 75% das mulheres em idade reprodutiva. É caracterizada por uma série de sintomas que acontecem de forma cíclica na mulher no período que antecede a menstruação. Estes sintomas podem ser físicos como cefaleia, dores nas mamas e na região abdominal, e também sintomas emocionais, que incluem variações de humor e sintomas depressivos.

Já o TDPM (Transtorno Disfórico Pré-Menstrual) é uma variante da TPM, mais intensa e severa, com a oscilação do humor como manifestação mais perturbadora, podendo prejudicar a vida pessoal e profissional da mulher. Esse transtorno atinge cerca de 3 a 11% das mulheres em idade reprodutiva.

Para a psicóloga, “se existe uma intensidade ou um nível grave dessa tensão pré-menstrual, geralmente, pode estar associado a um quadro patológico. É importante ficar atenta aos sinais, pois as próprias mulheres têm um mal hábito de se conformar com a TPM e achar que tudo é normal e faz parte do período”.

Quando se preocupar

Ao contrário da TPM, no transtorno disfórico, estes sintomas tornam-se incapacitantes e dificultam as tarefas do dia a dia. Em algumas mulheres, o transtorno disfórico pré-menstrual pode até levar ao surgimento de crises de ansiedade ou ao desenvolvimento de depressão.

A busca por ajuda profissional é de fundamental importância para identificar a existência de outros transtornos associados. “Às vezes, aquele conjunto de sintomas está ligado a outras comorbidades e não refletem apenas a sintomatologia comum a fase pré-menstrual”, ressalta.

Ela destaca ainda que o apoio do parceiro e de familiares faz toda a diferença na busca do tratamento. “Já é um período muito complicado para a mulher, no qual ela se apresenta muito vulnerável. A rede de apoio, seja o parceiro ou familiares, é importante para dar o suporte neste momento e encaminhar para o profissional adequado, com o objetivo de minimizar os impactos na vida daquela mulher”.

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