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TRANSTORNO BIPOLAR E O USO DE DROGAS

Websérie 12/08/2019
Caroline Severo, psicóloga da Holiste, fala sobre o uso de drogas no Transtorno Bipolar.

No quarto episódio da websérie Bipolaridades, Caroline Severo, psicóloga da Holiste, esclarece os pontos relacionados entre uso e abuso de drogas e o Transtorno Bipolar.

O Transtorno Bipolar é uma doença mental complexa, de difícil diagnóstico, que apresenta características bastante singulares e que merecem bastante atenção. Por isso, até mesmo para especialistas, o tratamento do Transtorno Bipolar torna-se um desafio.

O uso e abuso de drogas é um desses sintomas que, quando mal avaliados, pode causar o agravamento do quadro do paciente. É comum que esse comportamento seja confundido com uma dependência química, quando na verdade pode esconder um episódio de depressão ou mania do transtorno bipolar.

Assista ao episódio completo:

A FUNÇÃO DAS DROGAS

Mais ou menos 60% dos pacientes diagnosticados com transtorno bipolar, em algum momento, fazem uso de substância psicoativas com o intuito ou de aplacar, desacelerar ou de se anestesiar diante da dor e do sofrimento que está passando. Esse uso pode ocorrer tanto durante a fase de euforia como na depressão.

Segundo a psicóloga, as drogas também podem ser usadas “como forma de potencializar essa relação, muitas vezes acelerada, com o outro e consigo mesmo. Há, sim, um uso e um abuso de substâncias, principalmente com o álcool e a maconha”.

COEXISTÊNCIA DE COMORBIDADES

Mesmo que o uso ou abuso de drogas seja um comportamento que, na maioria das vezes, está relacionado à tentativa de aliviar os sintomas do transtorno bipolar, é possível que o indivíduo carregue as duas comorbidades. Nesse caso, o tratamento deve abordar os dois problemas, para que a pessoa consiga estabilizar seu quadro e ter a resposta desejada em seu tratamento.

“Lógico que pode ter a comorbidade: ele pode ter o transtorno bipolar associado à dependência química. (…) É importante deixar claro que a droga nunca é uma forma de tratamento. É uma forma, muitas vezes, de fugir, de não se confrontar com a própria realidade, e tende a ir por vias sintomáticas como forma de aplacar a sua dor” – finaliza a a especialista.

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