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SUICÍDIO | Setembro Amarelo

Encontros Holiste 14/11/2019

Na edição de setembro do Encontros Holiste, o psiquiatra Victor Pablo falou sobre suicídio, esclarecendo as consequências do adoecimento mental e a importância do Setembro Amarelo.

O suicídio é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. No Brasil, verificamos o início tardio da campanha Setembro Amarelo, o que traz impactos na prevenção do problema. De fato, entre 2006 e 2015, uma pesquisa da Unifesp apontou o aumento de 24% da taxa de suicídio entre jovens.

O estilo de vida moderno, que cobra maior performance de cada indivíduo, é um dos fatores que contribuem para o adoecimento mental e, consequentemente, pode levar ao suicídio. O psiquiatra enfatiza que ao falar de suicídio, é importante alertar sobre as tentativas de cometimento, pois para cada ato consumado existe um histórico de 10 a 20 tentativas, que merecem igual atenção e cuidado.

“Particularmente no Brasil, a taxa de suicídio está sendo relacionada ao desemprego, à desigualdade social e aos jovens ‘neném’ – que nem trabalham, nem estudam – faixa bastante acometida pelo suicídio”, aponta o psiquiatra Victor Pablo.

Assista ao vídeo completo:

Transtorno mental x doença

Ao explicar os transtornos mentais, Victor afirma que o termo doença é diferente de transtorno mental. Segundo ele, a doença apresenta uma causa conhecida, possível de localizar com alterações fisiológicas bem estabelecidas e com sintomas específicos.

No transtorno mental existem múltiplos fatores, por vezes externos ao indivíduo, que podem comprometer a vida pessoal, familiar e social, representando grandes incômodos ao paciente.

“Quando o indivíduo é colocado sob determinada situação, durante um período de tempo, com gatilhos específicos, temos o desenvolvimento de um transtorno. O suicídio não é algo que acontece de repente, ele tem uma trajetória de anos de adoecimento psíquico”, afirma Victor.

Setembro Amarelo

A campanha do “Setembro Amarelo” surgiu da necessidade de se falar sobre o suicídio. Victor afirma que é necessário combater o estigma e o tabu do tema para estimular nas pessoas o comportamento de olhar ao redor e serem potencialmente acolhedoras.

“É algo delicado. Mesmo que não haja o convívio intimo com esse indivíduo, você pode demonstrar que notou um comportamento diferente nos últimos tempos, e às vezes essa pessoa que está em sofrimento pode ceder e falar. Porque uma das características da maioria delas, com ideação suicida, é a avidez por falar”, finaliza o especialista.

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