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Suicídio, na Ponta do Lápis

Suicídio 30/07/2018

Esse vídeo sobre um assunto delicado, mas extremamente importante: o suicídio. Infelizmente, esse tema ainda é tratado como um grande tabu pela maioria das pessoas, que evitam sequer pensar sobre isso, quanto mais falar a respeito. Mas, por mais incrível que possa parecer, falar sobre o tema ajuda na prevenção do comportamento suicida.

A Série “Saúde Mental na ponta do lápis” faz uso de uma linguagem leve e lúdica para explicar temas complexos e importantes para a sociedade.  Assista ao vídeo.

 

Então, o que é considerado uma tentativa de suicídio? Existe uma causa específica ou grupos de risco? É possível prever se alguém tentará tirar a própria vida? E o que fazer nesses casos?

Segundo a psiquiatra Fabiana Nery, “existem várias definições para a tentativa de suicídio. A mais utilizada é: qualquer ato que tenha como intenção aniquilar a própria vida”. Ou seja, não importa se o método escolhido pela pessoa foi ou não foi eficaz, ou se ele tinha ou não tinha o potencial de causar morte. Se houve uma tentativa com esse objetivo, já é considerado um ato suicida.

Muitas vezes, não se trata apenas de um desejo de morte, mas sim de acabar com uma angústia enorme, um sofrimento que nunca passa e que aparentemente não tem solução.

psicóloga Ethel Poll explica que a tentativa surge como um pedido de ajuda a alguém, como se a pessoa dissesse “olhe para mim, veja meu sofrimento”. E é muito importante que essa situação não seja banalizada, simplesmente achando que a pessoa está querendo chamar a atenção, já que aquele ato foi motivado por um sofrimento genuíno. Sem falar que muitas vezes essas tentativas de chamar atenção terminam com a concretização do próprio suicídio.

O ato suicida é um fenômeno complexo, que dificilmente é causado por um só fator.  Mas a estimativa é que 90% dos casos de suicídio estejam ligados à um transtorno mental. Desses casos, 80% estão ligados diretamente a cinco diagnósticos: Depressão, Transtorno Bipolar, Dependência Química, Esquizofrenia e Transtornos de Personalidade, segundo a psiquiatra Livia Castelo Branco.

Isso acontece porque, quando o transtorno mental não é tratado adequadamente, ele pode provocar um sofrimento profundo e sentimentos de desesperança, que levam a pessoa ao ato suicida. Ou seja, o suicídio aparece como a gota d’água, quando a doença mental já está em um quadro grave.

O suicídio não acontece de repente. Inclusive, muitas vezes é possível prever essa situação, já que normalmente a pessoa dá certos sinais de alerta. Ela pode apresentar mudanças de comportamento e de humor, se isolar socialmente, apresentar descuido com a própria imagem e com a higiene pessoal, efetuar automutilações, perder peso devido à falta de apetite, diminuir a produtividade e até romper laços afetivos, segundo o psiquiatra Victor Pablo. Além disso, frases como “acho que não vale a pena viver” ou “seria melhor se eu não estivesse aqui” também devem servir de sinal de alerta.

 

Além do diagnóstico de transtorno mental, existe um perfil de pessoas que estão mais propensas a desenvolver um comportamento suicida?

A maioria das tentativas de suicídio é feita por mulheres; mas os homens buscam métodos mais letais, o que torna o número de mortes masculinas bem maior. A grande maioria das mortes acontecem em jovens entre 15 e 29 anos.

A psicóloga Daniela Araújo explica que, durante a adolescência, o indivíduo passa por muitas transformações físicas e psicológicas ao mesmo tempo. A puberdade, o aumento na produção de hormônios, as primeiras relações sexuais e amorosas, a rebeldia com os pais, a imaturidade, a impulsividade… Essas transformações já não costumam ser fáceis para ninguém, muito menos para um jovem adoecido psiquicamente. Por isso, às vezes ele não consegue dar conta disso tudo e começa a apresentar comportamentos suicidas.

As ideações suicidas também estão muito presentes na terceira idade. Mas estes casos muitas vezes são difíceis de identificar, pois o ato suicida pode acontecer de maneira lenta e gradual. Segundo Dr. André Gordilho, é uma “autonegligência”: o idoso para de se alimentar bem, tomar seus remédios como deveria ou manter uma higiene adequada.

Os números que cercam o suicídio impressionam:

  • As mortes por suicídio são responsáveis por quase um milhão de óbitos por ano em todo mundo.
  • No Brasil, é registrada uma morte por suicídio a cada 45 minutos.
  • Em números absolutos, o Brasil está entre os 10 países no mundo com mais mortes por suicídio.
  • Cerca de 30% desses suicídios são praticados por jovens entre 15 e 29 anos.
  • Para cada morte por suicídio, existem cerca de 20 tentativas.

 

Para diminuir esse cenário, são necessárias duas coisas

  • Tratamento. Suicídio não é uma escolha, não é uma opção, é um sintoma. E como qualquer sintoma, ele deve ser tratado por especialistas. O tratamento deve incluir acompanhamento profissional especializado com um psiquiatra, o uso de medicamentos e a psicoterapia. Em casos mais graves, a internação e a utilização de terapias de neuroestimulação, como a eletroconvulsoterapia, ou o tratamento com Cetamina, também podem ser necessárias para tratar a ideação suicida.
  • Diálogo. Por mais difícil que possa ser, falar sobre suicídio é uma ferramenta poderosa para a prevenção e diminuição dos casos. Não falar sobre o tema só aumenta o tabu e dificulta o tratamento dos pacientes, enquanto falar sobre isso traz alívio para a pessoa em sofrimento. Ela entende que pode compartilhar a sua angústia com alguém e receber ajuda.

É por isso que a Holiste criou a campanha „Suicídio se previne com informação“. Ela tem como objetivo promover a prevenção do suicídio, combatendo a ideia de que falar sobre o tema estimula o ato. Afinal, ninguém dorme bem e acorda pensando que não vale mais a pena viver. O suicídio é uma ideia que amadurece com o tempo e se previne com diálogo.

A Holiste não só promove o diálogo, como possui uma equipe de profissionais capacitados e uma estrutura completa para tratar a doença, incluindo internação, ambulatório, hospital dia, residência terapêutica e atendimento domiciliar. A chamada “moderna psiquiatria” é a maneira da Holiste de abordar o cuidado com a saúde mental, levando em conta que cada paciente é único e precisa de tratamento e abordagens personalizados.

Se você quiser entender mais sobre o suicídio, dá uma olhada no vídeo mais completo sobre o assunto, com os depoimentos dos profissionais da Holiste: ENTENDENDO O SUICÍDIO.

E aí, vamos falar a respeito?

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