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Transtorno Bipolar do Humor

Os pacientes com Transtorno Bipolar apresentam episódios de rebaixamento ou elevação de humor, manifestações que podem variar de intensidade (desde uma alteração somente do humor, até episódios de alteração do humor associado a delírios, alucinações e ideação suicida.)

Frequentemente, pode-se levar alguns anos para  definir o diagnóstico de transtorno bipolar, pois seus sintomas podem ser confundidos com os de outros transtornos mentais, como esquizofrenia, transtorno de personalidade borderline ou mesmo dependência química.

O diagnóstico correto e a intervenção adequada são determinantes para assegurar a eficácia do tratamento. A terapia farmacológica precisa estar aliada à assistência psicológica ao paciente e a seus familiares.

 

Porque uma assistência especializada em transtorno bipolar?

Embora seja umas das doenças mais antigas e estudadas pela psiquiatria, existem componentes psicológicos e psiquiátricos importantes nos quadros de mania e depressão que muitas vezes escapam a uma leitura generalista do transtorno bipolar. Na fase de mania, também conhecida como euforia, há predominância de comportamentos impulsivos, provocados pela perda da autocrítica e conseqüente exposição da pessoa, e de terceiros, a situações de risco. Na depressão, por sua vez, o paciente geralmente é tomado por sentimentos de inferioridade, baixa auto- estima e desesperança. Enquanto na mania a idéia seria, “eu sou tudo”, na depressão sentimentos opostos invadem o sujeito: “ eu não sou nada”.

Essas questões são de ordem subjetiva e, embora sejam comuns à maioria dos pacientes em episódios de mania ou depressão, são deflagradas por razões individuais, impossíveis de serem reproduzidas em outro paciente, tornando necessário o acompanhamento psicológico especializado, com experiência em quadros de transtorno bipolar do humor, mas sobretudo dirigido para as especifidades do caso a caso. Somente a direção individualizada do tratamento possibilita a construção de um saber, por parte do paciente, sobre seu processo de adoecimento.

 

O programa de Tratamento do Transtorno Bipolar

O paciente, em crise, é submetido involuntariamente a riscos de diversas ordens, necessitando de acompanhamento clínico intensivo. Tanto a depressão quanto a euforia, na bipolaridade, inviabilizam a vida social, dificultada pela tristeza profunda ou por comportamentos transgressores e autodestrutivos.

O objetivo do internamento é ajudar o paciente a chegar à estabilização psíquica, a reconstruir os vínculos sociais, ritmos biológicos e a restabelecer uma rotina saudável a partir da construção do entendimento sobre o diagnóstico da bipolaridade. A família participa durante todo o tratamento, com o objetivo de compreender o diagnóstico para agir na construção do suporte familiar que favoreça a manutenção da estabilidade do paciente.

O programa, dividido em três fases, é estruturado a partir de atendimentos individuais, atendimentos em grupo, atendimentos familiares e grupo de família. Todos os grupos e atendimentos ocorrem nas três fases do programa. A equipe de assistência, a partir de um plano terapêutico individualizado, faz o encaminhamento para as atividades que compõem o programa:

  • Atendimento psicológico individual ao paciente
  • Atendimento psicológico à família
  • Grupo de discussão sobre o Transtorno bipolar
  • Grupo de familiares de pacientes com Transtorno bipolar
  • Reconstrução de rotina

1. Fase Aguda

Primeira fase do programa, em que geralmente o paciente está em plena crise maníaca ou depressiva. Nessa fase, a medicação é uma ferramenta fundamental para a moderação dos sintomas. O trabalho psicológico é direcionado para a construção de um vínculo terapêutico com o paciente que possibilite auxiliá-lo na construção de um entendimento sobre sua crise, além de auxiliá-lo a lidar com a internação. Os atendimentos familiares ocorrem de forma mais intensiva nessa fase, com o objetivo de entender o processo de adoecimento, desconstruir julgamentos morais sobre os episódios de mania e depressão, além de orientar sobre a doença. A coleta de dados sobre a vida disfuncional realizada com a familia e com o paciente ajudarão a nortear o que poderá ser reconstruído em sua rotina, a partir da detecção dos hábitos que podem atuar como deflagradores da crise..Nessa fase, a participação de membros da família  no grupo de familiares de pacientes com transtorno bipolar se constitui numa importante ferramenta de troca de informações e experiências no convívio com o familiar com o transtorno, auxiliando  numa compreensão mais consistente da doença.

 

2. Fase de Estabilização

Nessa fase, a diminuição ou remissão dos sintomas permite a participação do paciente de forma mais produtiva nos grupos de discussão sobre transtorno bipolar, nos atendimentos psicológicos agora voltados para a possibilidade de entendimento sobre o seu adoecimento, além dos atendimentos com foco na reconstrução das rotinas, possibilitando ao paciente construir uma crítica sobre os fatores desencadeadores de sua crise. A participação dos pacientes nos grupos de discussão sobre o transtorno bipolar é um recurso importante nesta fase, pois possibilita a troca de experiências com outros pacientes que também vivenciaram sintomas maníacos ou depressivos. A idéia de pertencer a um grupo de pessoas que têm transtorno bipolar pode fornecer algum apaziguamento ao paciente, ao perceber que outras pessoas sofrem com problemas semelhantes ao seu, mas também pode desresponsabilizá-lo pela sua crise. Embora os sintomas possam ser semelhantes em sua forma, a direção da atividade é a percepção do que é individual nos sintomas, na responsabilização do paciente no desencadeamento da crise.

A construção de um suporte familiar é fundamental para prevenção de novas crises. Os atendimentos com a família agora focam na reconstrução da relação dos familiares com o paciente, estremecidas, ou até mesmo rompidas, por conta dos sintomas maníacos ou depressivos. São realizadas entrevistas intermediadas por membros da equipe com a família e o paciente com esse objetivo.

 

3.Fase de Manutenção

Após a estabilização psíquica, a construção de um entendimento sobre a doença e a reconstrução dos vínculos familiares e sociais, chega o momento do paciente retornar à vida ativa de forma mais consciente, alerta para as questões que deflagraram seu sofirmento psíquico. O objetivo dessa fase é a construção de um suporte ambulatorial, com acompanhamento psicológico e psiquiátrico, além da manutenção de uma rotina organizada após crise, diminuindo o risco de recaídas.

ASSISTA AO VÍDEO “TRANSTORNO BIPOLAR”

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