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O papel do Acompanhante Terapêutico (AT)

Artigos 07/05/2015

Em geral as doenças mentais provocam ao indivíduo um sofrimento psíquico intenso, podendo ocasionar isolamento e grandes dificuldades para conduzir sua vida e seus projetos.

Assim, o Acompanhamento Terapêutico surge como uma ferramenta que visa promover a autonomia e a reinserção social, bem como uma melhora na organização subjetiva do paciente. O acompanhamento terapêutico é desenvolvido por profissionais da área da saúde e da educação, que possuam formação compatível e específica, sendo denominados Acompanhantes Terapêuticos – AT.

Para Isabel Castelo Branco, AT do Espaço Holos, este profissional “atua como suporte quer seja ambulatorialmente, quer seja durante a internação, em conjunto com uma equipe multidisciplinar, propiciando condições favoráveis para que o paciente se sinta confiante em dar novos passos, em transpor barreiras, alargando o seu repertório de convívio em sociedade e reintegrando-o gradativamente a ela”. O objetivo maior é ajudar a resgatar aspectos saudáveis de sua vida, que podem ter sido prejudicados no curso da doença.

Entendendo o papel do Acompanhante Terapêutico

O Acompanhamento Terapêutico é um recurso que pode ser utilizado tanto em estados de crise aguda, como em períodos crônicos de angústia e estagnação. O trabalho clínico realizado se desenvolve através de encontros com o paciente, com o objetivo de facilitar seu processo terapêutico para que ele conduza sua vida com mais autonomia e resgate seu cotidiano. A ideia é que o AT possa mediar as relações do paciente em três níveis:

1. No âmbito de suas rotinas diárias, inclusive de autocuidado e autonomia;

2. Em suas relações sociais e familiares;

3. No seu autoconhecimento, entendendo seus limites e possibilidades para que possa desenvolver o seu potencial.

O Projeto Terapêutico

Cada projeto terapêutico é elaborado de maneira singular, a partir das demandas do paciente, da família e dos profissionais envolvidos. A duração e frequência dos encontros são definidas no plano terapêutico e variam em função de cada caso.

Os atendimentos podem acontecer em casa ou em vários espaços da cidade como cinemas, lanchonetes, shoppings, teatros, escolas, locais de trabalho, etc..

Segundo Isabel Castelo Branco, “se trata de dispender tempo junto ao paciente em atividades que o auxiliem no resgate de sua funcionalidade enquanto cidadão, levando à construção de um projeto de vida e reconstruindo sua rotina; reestruturando sua relação com o mundo; redescobrindo interesses pessoais; permitindo que crie e alcance metas que viabilizem compartilhar experiências e objetivos com grupos sociais aos quais deseje estar inserido”.

Durante o Acompanhamento Terapêutico, o profissional responsável passa a ser uma referência estável e de suporte não só para o paciente, mas também para os familiares, que eventualmente estão em uma relação desgastada e por vezes desesperançada com o indivíduo.

Equipe multidisciplinar

O Espaço Holos dispõe de uma equipe multidisciplinar de AT´s. Esta multidisciplinariedade possibilita identificar o perfil do profissional mais capacitado para lidar com as particularidades de cada paciente, contribuindo para a oferta do tratamento mais adequado as suas necessidades. Fazem parte da nossa equipe:

– Cláudio Melo, psicólogo;
– Isabel Castelo Branco, educadora física;
– Lívia Brandão, Renata Jones e Itatiara Xavier, terapeutas ocupacionais;
– Nadja Pinho, musicoterapeuta;
– Élia Cardoso, arteterapeuta;

*Isabel Castelo Branco é Acompanhante Terapêutico (AT) formada pelo Instituto A CASA em São Paulo e especialista em Saúde Mental pela Universidade Católica do Salvador.

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