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Jorge Forbes e André Gordilho | Ciclo de Palestras Holiste

Centro de Estudos Holiste 16/12/2016

A felicidade, a tristeza e as angústias em lidar com esses sentimentos são o ponto de partida para o quarto encontro do Ciclo de Palestras Holiste. Os psiquiatras Jorge Forbes e André Gordilho são nossos convidados para conversar sobre estes temas.

O Ciclo de Palestras Holiste acontece no dia 25 de janeiro (quarta) no São Salvador Hotel. As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas. Inscreva-se no site palestras.holiste.com.br.

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FELICIDADE E SOFRIMENTO

“O conceito de felicidade e o papel do sofrimento” será o tema apresentado pelo psicanalista Jorge Forbes, discutindo o papel que a busca pela felicidade exerce nas nossas vidas.

Jorge Forbes é psicanalista, médico psiquiatra, Doutor em Psicanálise e Doutor em Ciências, além de presidir o Instituto da Psicanálise Lacaniana, sendo considerado um dos principais introdutores do ensino de Jacques Lacan no Brasil, de quem frequentou os seminários em Paris, de 1976 a 1981. Dirige a Clínica de Psicanálise do Centro do Genoma Humano – USP.

O psicanalista questiona o pensamento generalizado de que existe “fórmulas” para sermos felizes ou de que a felicidade é destinada aos dignos de merecimento.

“Ninguém merece ser feliz, ponto. Mas não conclua rapidamente pensando que, então, a felicidade não existe. A frase não nega a felicidade, mas, sim, o seu merecimento, ou seja, a ideia de que felicidade seja algo que se encontra ao final de um esforço premeditado”.

Forbes argumenta que a felicidade, do ponto de vista psicanalítico, se dá no acaso ou na surpresa, mas para termos um “momento feliz” é preciso suportar a quebra da identidade.

“Para alcançar a felicidade é necessária uma boa dose de ousadia e coragem, e não se medir pela expectativa do que esperam de você. Felicidade é suportar o inesperado. A felicidade é para corajosos”, afirma o psicanalista.

Forbes também defende que buscar alguém para suprir as carências emocionais é assinar um atestado de infelicidade permanente.

Só pode estar junto aquele que pode estar separado. A felicidade é uma responsabilidade pessoal e intransferível”.

 

TRISTE OU DEPRIMIDO

O termo depressão muitas vezes é mal utilizado no nosso dia-a-dia, como se fosse um sinônimo de tristeza. Confundir tristeza com depressão é muito comum e não traz graves consequências. O problema é quando a pessoa acha que está triste e, na verdade, está deprimida. Nesse caso, além de gerar sofrimento, pode colocar a saúde em risco.

Para esclarecer o assunto, o psiquiatra André Gordilho irá discutir o tema “Tristeza e Depressão: Como diferenciar?”.

Tristeza é uma emoção normal que todos nós vivenciamos, depressão é uma patologia, uma doença que tem modo especifico de começar e que pode evoluir negativamente, se não tratada. A tristeza também não é o único sintoma da depressão. A doença apresenta diminuição do prazer, insônia, choro fácil, irritabilidade, perda de apetite, descuido da higiene, ideação suicida. São vários sintomas associados que, caso se mantenham por um tempo especifico, vão caracterizar um quadro depressivo”, explica o psiquiatra da Holiste.

André Gordilho lembra que a tristeza é uma reação normal, esperada em episódios como termino de relacionamento, a perda de um ente ou a perda de emprego. Mas quando esse luto se prolonga para além do esperado, a tristeza se torna crónica.

Perde-se o prazer nas atividades do dia-a-dia, não tem mais energia e isso se perdura por semanas. Aí já tem alguma coisa errada. Fatores normais podem ser um estopim para um quadro patológico. Você pode ter a predisposição e a perda de um emprego, por exemplo”, esclarece o psiquiatra.

 

CICLO DE PALESTRAS HOLISTE

Fabiana Nery, coordenadora do Centro de Estudos Holiste, esclarece o objetivo da iniciativa. “O nosso objetivo com o Ciclo Palestras é integrar diferentes papeis, profissionais e visões de uma mesma situação. Não é uma palestra técnica onde vamos trazer termos psiquiátricos ou termos específicos da medicina, pelo contrário, vamos discutir questões relacionadas a natureza humana e como podemos atuar de uma maneira mais ampla e integrada”, afirmou a psiquiatra.

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