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Desafios de um Brasil Grisalho – Vídeo

Jornada de Saúde Mental 03/12/2018

Em um contexto social no qual a população idosa tem crescido e tende a aumentar ainda mais nos próximos anos, a Jornada de Saúde Mental trouxe o debate “Os desafios de um Brasil grisalho”, em palestra conduzida pela gerontóloga e terapeuta ocupacional, Michelle Campos.

Envelhecimento é uma condição natural que faz parte da vida, e traz consigo uma série de alterações biológicas, psicológicas e sociais, vividas de forma individual e influenciadas por diversos fatores.

“A qualidade de vida não está associada à ausência de doença. O idoso pode ter uma patologia controlada e ter qualidade de vida. Para isso, fatores como a capacidade funcional, a socialização e a autoestima precisam ser estimulados. Além disso, é fundamental a estimulação cognitiva. Não podemos perceber que um idoso está perdendo a memória e achar que isso é normal, que é da idade. É possível prevenir que esse quadro se agrave”, salienta a especialista.

Assista à palestra completa

Mantendo a vida

Capacidade funcional é a possibilidade de exercer, de forma independente e autônoma, as atividades do dia a dia. Ela precisa ser estimulada para ser mantida e, muitas vezes, as famílias assumem uma atitude superprotetora, realizando essas atividades pelo idoso.

“Só se deve fazer pelo idoso quando ele realmente não tiver mais condições de exercer aquela atividade e, ainda assim, lançar mão de alguns instrumentos para tentar ajudar a fazê-lo sozinho”, destaca a gerontóloga.

Laços sociais e autocuidado

A realização regular de atividades físicas é muito importante para a manutenção da capacidade funcional. Mas, para além disso, o envelhecimento saudável também envolve a socialização do idoso, sua circulação nos espaços públicos, a realização de atividades de lazer e/ ou produtivas.

Outro ponto fundamental é trabalhar a autoestima, estimulando cuidados básicos e que o idoso mantenha a aparência que gosta, pois “o corpo muda, mas a beleza não deixa de existir”, afirma Michelle.

Estimulação cognitiva

A estimulação cognitiva é um conjunto de técnicas aplicadas para melhorar as funções cognitivas afetadas pela velhice ou por transtornos mentais. A estimulação pode, ainda, retardar os processos de declínio cognitivo.

Michelle Campos citou a implantação do programa de estimulação cognitiva da Holiste, no qual os idosos passaram por uma avaliação cognitiva, indicando se o declínio de suas funções estava normal ou patológico e quais áreas eram mais afetadas.

“O programa foi montado de forma individualizada, aplicando por quatro meses as atividades de estimulação cognitiva. Após esse período, fizemos a reaplicação do teste e todos os participantes tiveram melhora na capacidade cognitiva”, relatou.

Jornada de Saúde Mental

Com o tema “Abordagens Terapêuticas no tratamento dos Transtornos Mentais”, a Jornada de Saúde Mental, promovida pela Holiste, ocorreu em outubro, em Salvador, e abordou questões relacionadas ao trabalho multidisciplinar no tratamento em Saúde Mental.

O evento contou com a intensa participação de profissionais e estudantes da área que, durante dois dias, debateram sobre psicologia, psicanalise, psicopedagogia, terapia ocupacional, nutrição e acompanhante terapêutico no tratamento dos transtornos mentais.

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