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Dependência emocional impede denúncias de agressões | Entrevista Dra. Livia Castelo Branco

Notícias 24/11/2017
Entrevista - Dra. Livia - Dependência Emocional

A dependência emocional das mulheres que são agredidas pelos maridos, muitas vezes impede que as denúncias de violência sejam feitas. E sem ajuda, as agressões tendem a ficar cada vez mais graves.

Mesmo assim, só este ano na Bahia foram registradas mais de 24 mil denúncias de ameaças contra a mulher, 12 mil casos de agressão corporal e 244 homicídios. Dos assassinatos, 38 foram feminicídios, crime considerado hediondo que ocorre em um contexto de violência por razão da vítima ser mulher.

Em entrevista ao jornal BA Record, a Dra. Livia Castelo Branco, psiquiatra da Holiste, falou a respeito dos relacionamentos abusivos e que na maioria das vezes, a pessoa agredida não percebe que está vivenciando uma relação perigosa e de que existe ali um quadro de dependência emocional envolvido. “Tudo começa quando o parceiro aumenta o tom de voz em uma discussão, depois vem uma agressão verbal mais intensa, em seguida ele toca nela de uma maneira mais firme, após isso é que de fato chegam as agressões físicas. Se desde o primeiro momento, a mulher permite ser tratada desta maneira, o parceiro sente-se no direito de continuar fazendo”.    

Afinal, o que é a dependência emocional?

A grande característica é que a pessoa é dependente afetivamente do companheiro. O indivíduo dependente emocionalmente apresenta muita insegurança e baixa estima. Além disso, o indivíduo acaba se sujeitando a ficar em relações disfuncionais, tolerando abusos físicos e sexuais, pois se sente incapaz de sair dessas relações. Outra característica é a necessidade de aprovação do outro em tudo.

Sofrer por amor: Qual limite?

Na 2ª edição do Ciclo de Palestras Holiste, Dra. Fabiana teve a oportunidade de falar sobre quatro transtornos ligados a relações disfuncionais: amor patológico, dependência emocional, ciúme patológico e delírio erotomaníaco.

“Esses transtornos acometem homens e mulheres, em diversas faixas etárias, porém são mais comuns em mulheres acima dos 30 anos. Em geral, são pessoas que cresceram em ambientes disfuncionais, que não tiveram relações de amor de forma sólida ou não se sentiram amadas durante a infância. Crimes, agressividade e suicídio podem estar associados a esses quadros. ”

Assista ao vídeo da Palestra: SOFRER POR AMOR: QUAL O LIMITE?

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